E então ela desviou o caminho da biblioteca e foi parar ali. Ali ficou por uma meia ou duas horas. Não se prendeu ao tempo. Apenas sentou. Ao pé do altar. E chorou. Não um choro que lavasse nada, apenas algo que transbordava dos olhos e ela não conseguia - nem tentaria - controlar. Não conseguia rezar. Desaprendeu a orar desde que descobriu o mundo e a ciência. Nada pediu. Nem amor. Nem saúde. Nem dinheiro. Nem perdão. No fundo, só queria não se sentir tão sozinha. E conseguiu levantar do banco. E enfim seguiu para a biblioteca.
2 comentários:
solidão... que poeira leve.
Quem tem amigos nunca está sozinho.
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