terça-feira, 28 de junho de 2011

Porre


Sim, eu sofro por amor. Eu trinco os dentes, dilato o veneno em palavras, atos, gestos, omissões, estirando o dedão ou em postagens nas redes sociais. Eu vivo da palavra, nada mais justo que ela me sirva de alguma coisa quando o divã do analista parece longe demais. Sim, algumas vezes eu sou vulgar quando escrevo. Minto, invento, maltrato, ataco. Mas o amor é vulgar. Ele trai, fere, engana e (quase sempre) depois está tudo bem. Porque os melhores sentimentos são assim, bons e ruins. Esqueçam E o vento levou. Assistam Closer. É triste, mas é mais real. Vinícius é lindo, Fernando Pessoa nem se fala. Mas eu tô mais para Clarice Lispector ou Caio Fernando Abreu. A cara do fundo da taça de Guinness. Aliás, de cinco Guinness.

1 comentários:

Thainá Ismael disse...

Concordo, Maria Helena.