
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Bem fez Capitu

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Intimidade compartilhada

Logo a seguir, a clássica. “Essa pessoa aqui se ama com todos os seus defeitos” – e uma setinha ridícula apontando para o avatar do lado esquerdo. Geralmente, esse tipo de “animação” (não achei palavra melhor para definir isso) vem acompanhado de postagens de auto-afirmação, que… vamos lá, enchem o saco de qualquer cidadão (em tempos de redes sociais, espaço em que se compartilha tudo, para quê pagar terapia?). Pior de tudo é quando se tem um membro distante da família, um tanto quanto pervertido, publicando 854426542 fotos de mulheres nuas ou piadinhas machistas nas redes por minuto…
Atire a primeira pedra quem não publica suas banalidades. Uma tensão pré-prova, uma TPM, uma partida, uma dor de cotovelo podem até ser aliviadas quando desabafadas ou mesmo comentadas pelos amigos virtuais – sejam eles do peito ou nem tão chegados assim. Mas essa sensação de que se sabe tudo da vida do outro, de que se almoça, dorme, janta, acorda, dirige, pega engarrafamento, passa três horas na fila do banco, encontra um desafeto na rua, trabalha até de madrugada com a pessoa… isso tira o apetite, o sono e o tesão por uma coisa que deveria ser apenas instigadora. Ao invés de lembrar um delicioso espiar de fechadura, parece que você está casado com seus 549 amigos. Vôte!
Se é para compartilhar, que se reparta o encanto - pela arte, pela natureza, pela vida, por alguém. O resto é perfumaria. Nem todo mundo se interessa por um livro tão aberto assim.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
E então, que quereis?...
domingo, 25 de dezembro de 2011
Post de uma morte anunciada (em noite de Natal)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Fé?
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Cinco segundos
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Encaixe

terça-feira, 11 de outubro de 2011
Todos os caminhos me levam ao além-mar
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Onde há fumaça
Ela esconde um careta tatuado na alma.
(Des)Controle
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
De conchita
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Cosas de la vida
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Primeiro encontro irish
terça-feira, 28 de junho de 2011
Meu mundo, um moinho
Poxa, Cartola...
Porre
Pecado original
*O nome do personagem foi trocado para as pessoas não ficarem se achando.
domingo, 5 de junho de 2011
South Circular Road
Na vitrola, In a little while, canção do U2 que a minha sister roomate coloca todas as manhãs assim que acorda. Um Drum azul marinho queima na janela, balanceando com o cheiro bom do incenso. Da janela também da para ver as casinhas de trás, as portas azuis, vermelhas e amarelas. Vejo um velhinho sair de bicicleta. Toco o vento frio, o sol não saiu hoje. A pomba está lá, na chaminé. Ops, já não está mais. Hora de começar a arrumar as malas outra vez. Novo trabalho, nova casa, nova vida. Não vai ter mais Temple Bar depois da aula. Nem vinho na cozinha, compartilhada com outros sete, cada um de um canto do mundo. Sentirei falta desses dois intensos meses na South Circular Road, 403. Mas outras coisas virão. No fundo, sou meio como a pomba que acaba de sorrir para mim agora. Gosto de mudar de chaminés.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Beira mar
Sou morador das areias,de altas espumas.
Os navios passam pelas minhas janelas
como o sangue nas minhas veias,
como os peixinhos nos rios.
Não tem velas, e tem velas;
e o mar tem e não tem sereias.
E eu navego e estou parada;
Vejo mundos e estou cega.
Porque isto é mal de família:
ser de areia, de mar, de ilhas.
E até sem barco navega,
quem para o mar foi fadada.
Deus te proteja, Cecília.
Porque tudo é mar - e mais nada.
(Cecília Meireles)
*Presente da minha mãedrástica.
domingo, 29 de maio de 2011
Efeito Xylocaína
Chega uma hora em que não dói mais. Cadê a mágoa? O ciúme? A dor? Acabou. Não dói a saudade. Nem dói ver por acaso (=fuçando até encontrar) aquela foto suspeita. A culpa voou. Os ombros tão leves. Não há mais planos. Então, não há mais riscos. Nem há mais procura. Consequentemente, não há mais espera. Parece que o amor foi aposentado. Podem achar entediante, mas... que alívio que dá! Não sentir mais nada dá uma sensação de liberdade imensa. Eureka! Acho que é isso! Esse peito só volta a trabalhar agora se a proposta for realmente muito boa. Por enquanto, segue a vida como autônomo. Terceirizando serviços de vez em quando...
Sonhos são como deuses*
Tem uma música do Fred Zero4 que diz que os sonhos murcham feito maracujá velho. Eu acho que não. Murchar é muito. Eles diminuem. Eu, que de um par de anos para cá comecei a sonhar em ser uma (boa) professora universitária, agora sonho em conseguir aquele emprego de babá. Pelo menos por enquanto. Está vendo?! Os sonhos mudam de foco. Como as frutas, dependem da terra, do cultivo, da estação. O sonho do Brasil não é o mesmo da Irlanda. Assim como o do Chile não será o do Japão (quem sabe para alguns, pelo terremoto em comum). O fato é que, para se conseguir aquele sonho maior, é preciso criar uma série de sonhos pequeninos pelo caminho. Conquistar cada um deles. Fazer de cada passo escada pro céu. E haja degrau! Por isso, assim como o maracujá, os sonhos fragmentam, diminuem, despedaçam... A diferença é que depois eles crescem de novo. Até se tornarem o mais belo maracujá da feira. Quem sabe, até que eu me torne a professora universitária poliglota que eu tanto sonhava em ser. Ou até que o meu sonho mude outra vez. Vai saber...